Não é só uma busca por adrenalina.
Não é uma simples rendição.
É complexo, profundo ... quase até confuso.
Envolvida em cordas, presa no corpo e mente. Em suspensão, a sentir o próprio peso.
Parada, em posição, a receber impacto. Contra o instinto de mexer-me, de querer voltar a ter controlo.
Seja em micromovimentos de ajuste para o mais possível de confortável. Seja em controlar a respiração e encontrar aquele caminho para o espaço. O corpo existe, a mente ajusta-se, e em conjunto coexistem no momento presente.
É ceder a um estado de vulnerabilidade, onde não existem camadas. É a pele contra algo. E a mente, mantendo o instinto de sobrevivência, também cede.
Tudo fica quieto. Os pensamentos acalmam-se. O usual frenesim dá lugar a um zumbido quase inaudível.
É apenas eu, no meu corpo.
A lutar contra a minha tolerância e não a lutar contra a dor. É abraçar a dor e sentir como e até onde posso lidar com ela.
Simplesmente estou lá. São as sensações na minha pele.
Estou no momento. Estou presente. Estou naquele espaço mental que é a zona.
E estar na zona, pode trazer paz e, finalmente, um pouco de sossego.

Comentários
Enviar um comentário