Uma cena. O excêntrico na liberdade de deixar ir o controlo. Entre dois corpos que aguardam por um momento só deles.
Uma corda, um chicote e uma vela.
De pé, com os braços ao longo do corpo e olhar para o chão. Dedos que passeiam pelo corpo, despertando os sentidos e preparando o corpo. O desejo a aguçar-se.
De joelhos. Mãos atadas à frente do corpo e trazidas acima do ombro, o resto da cordar enrolada à volta cintura. Respiração um pouco restringida.
Leves chicotadas pelas costas e laterais. Palmadas.
De quatro, apoiada com os cotovelos no chão e rabo empinado. Chicotadas e palmadas que vão aumentado de intensidade.
O corpo em alerta, a mente trazida para o presente. Naquele momento é a luta entre a dor e sentir a adrenalina a acumular.
Quente da cera na pele, que fazem soltar gemidos. Um corpo inquieto perante o desconhecido do próximo lugar onde a cera irá cair, costas arrepiadas e desprevenidas.
Escolher duas possibilidades: afundar nas mãos e sentir a respiração ainda mais restringida, ou fazer força nos cotovelos e ajustar o corpo de forma a que ajude a desvancer a dor infligida.
Prestes a desistir, mãos passeam pela frente do corpo, procurando saber o estado a que o corpo se entregou.
Movimentos exatos no clitóris. Dedos a tocar no ponto g. Gemidos de prazer. Excitação e tesão acumulados, são libertados entre uivos de júbilo e squirt, que fazem o corpo estremecer e controcer-se.
Cabelos puxados e novamente de joelhos. Um beijo no pescoço.
Repete-se os movimentos pelo clitóris mas desta vez mais intensos e molhados. Dedos a entrar e sair, músculos a contrairem-se, e rapidamente chega outro orgasmo molhado e intenso.
Respiração ofegante, corpo entregue à adrenalina e à cena.
Libertade da corda e voltar a sentir a plenitude de respirar sem restrições.
Cabelo despenteado, doces gestos pela face.
Entregue ao cansado da suavidade da cena. Corpo rendido as pequenas ondas de adrealina e o sentimentos de totalidade.

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