Não é só uma busca por adrenalina. Não é uma simples rendição. É complexo, profundo ... quase até confuso. Envolvida em cordas, presa no corpo e mente. Em suspensão, a sentir o próprio peso. Parada, em posição, a receber impacto. Contra o instinto de mexer-me, de querer voltar a ter controlo. Seja em micromovimentos de ajuste para o mais possível de confortável. Seja em controlar a respiração e encontrar aquele caminho para o espaço. O corpo existe, a mente ajusta-se, e em conjunto coexistem no momento presente. É ceder a um estado de vulnerabilidade, onde não existem camadas. É a pele contra algo. E a mente, mantendo o instinto de sobrevivência, também cede. Tudo fica quieto. Os pensamentos acalmam-se. O usual frenesim dá lugar a um zumbido quase inaudível. É apenas eu, no meu corpo. A lutar contra a minha tolerância e não a lutar contra a dor. É abraçar a dor e sentir como e até onde posso lidar com ela. Simplesmente estou lá. São as sensações na minha pele. Estou n...
Sexta-feira à noite. Jantar em casa com amigos, álcool e boa música. Começam os jogos e as variantes que vão sempre parar a "truth or dare". Desde o inicio da noite que a conversa estava maioritariamente entre os dois, a química sentia-se . Ele não era muito de dançar, mas ela convence-o. Os corpos aproximam-se mais e mais a cada minuto. Ela com o álcool deixa o seu corpo ser suportado por ele. E ele apercebendo-se das intenções deixa as mãos passearem, puxando-a cada vez mais para si. As bocas encontram-se, enquanto os corpos continuam a seguir o movimento da música. "Segue-me", ela sussurra-lhe ao ouvido. Pega-lhe na mão, escapando timidamente do ambiente de festa com os amigos que dão os olhares e risos. Chega ao quarto, encosta-o à parede, beijando sem tempo a perder . As mãos aproximam corpos e procuram locais de prazer. Quando ele recupera da investida arrojada, roda-a contra à parede. Em segundos as suas roupas estão no chão e vai beijando o ...